
A sessão ordinária dessa quinta-feira (15), da Câmara Municipal de Patos, teve um momento acalorado. Tudo começou com as acusações do vereador Sargento Patrian (Rede) que cobrou o centro de zoonozes ao município, denunciando mais uma vez a quantidade de animais nas ruas da cidade.
E não parou por aí. A fala do parlamentar rendeu altas críticas ao secretariado de Patos, revelando que não tem ocorrido alinhamento da gestão com os parlamentares. A falta de atendimento das demandas em tempo tem irritado os parlamentares da base do governo na casa Juvenal Lúcio de Sousa.
Em sua fala, o vereador criticou o secretariado municipal e alegou que nenhum vereador é atendido pelos secretários do município e que isso pode tornar a gestão do prefeito Nabor Wanderley (Republicanos) incompetente, e acusou os secretários de nepotismo. Patrian, que é da base do governo, disse que fala, independentemente de agradar ou não a gestão.
“Não vou me calar, porque eu não sou um fantoche aqui. Não sou fantoche de prefeito, não sou fantoche de secretariado. Estou aqui para falar e irei falar a favor do povo sim”, afirmou
Outra vereadora, também da base do Governo, Nega Fofa (Solidariedade) reclamou da falta de resposta das secretarias aos requerimentos enviados. De acordo com ela, essa ausência de retorno “é uma falta de respeito com os vereadores”.
Os parlamentares listaram inúmeras outras reclamações e problemas levatados pela população, que embora estejam sendo cobradas soluções pelos vereadores da Casa, nem mesmo eles estão tendo retorno.
“O Castelinho do Rei”
O apelido foi dado pelo vereador Patrian ao secretário de Saúde do Município, Segundo Brito, ao afirmar que o gestor tem colocado dificuldade para o acesso dos vereadores à secretaria.
Patrian disse que tem uma árvore genealógica de uma das secretarias, a qual estaria praticando o nepotismo, e que pretende enviar a denúncia ao Ministério Público, mas não especificou qual delas seria.
Encontro desmarcado
Uma reunião entre os vereadores e o prefeito Nabor estava marcada para esta semana, mas foi desmarcada. O motivo teria sido a falta de um local que comportasse a todos com o distanciamento social, como justificou o líder do Governo na Casa, Sales Júnior (Republicanos). O encontro seria para discutir e alinhar algumas pautas do município.
A vereadora Fátima Bocão (Republicanos) já adiantou na sessão que não pretende comparecer à reunião sem as medidas de segurança sanitária, provocando a aglomeração do grupo.
Sobre as acusações, a assessoria de comunicação do município afirmou que as demandas são atendidas por meio de um cronograma. A Prefeitura não falou sobre as acusações de nepotismo.
Ray Santana | TV Contexto