
O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) pediu aos agentes de combate a incêndios que interrompessem os trabalhos desde a meia-noite desta quinta-feira (22) em todo o país.
O ofício circular foi despachado pelo chefe do Centro Especializado, Ricardo Vianna Barreto, do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, o Prevfogo/Dipro, do Ibama, nessa quarta-feira (21). Nele é determinado o recolhimento de todas as brigadas de incêndio florestal do para as suas respectivas bases de origem.
“Determino o recolhimento de todas as Brigadas de Incêndio Florestal do Ibama para as suas respectivas Bases de origem, a partir das 00:00H (zero hora) do dia 22 de outubro de 2020, onde deverão permanecer aguardando ordens para atuação operacional em campo”, diz o documento.
O despacho desta quinta-feira, da diretoria de licenciamento ambiental do órgão, “comunica a indisponibilidade de recursos financeiros para fechamento do mês de outubro”.
O Ibama informou que a determinação para suspender o trabalho dos brigadistas “acontece em virtude da exaustão de recursos” e que “já contabiliza 19 milhões [de reais] de pagamentos atrasados, o que afeta todas as diretorias e ações do instituto, inclusive, as do Prevfogo”.
Informações obtidas pelo Estadão aponta que o Ibama e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) estão com as contas de serviços básicos atrasadas, chegando a mais de 90 dias. As faturas em aberto são de contratos de manutenção predial, contas de luz, abastecimento de veículos e alugueis de aeronaves. A estimativa é que o rombo acumulado já chegue a mais de R$ 16 milhões, no Ibama. No ICMBio, as contas somam R$ 8 milhões.
A decisão chega em um período crítico do ano, onde há o aumento dos focos de incêndios naturais ocasionados pela estiagem e baixa umidade do ar.
