
Mais uma reunião foi realizada, na manhã desta segunda-feira (26), entre os vereadores de Patos e a empresa Energisa, no Water Play, com o objetivo de evitar um problema financeiro para a população, diante da Pandemia. Ainda sobre a remoção de medidores para fora das residências, o que geraria um gasto de 1.200 reais para cada consumidor, mais ou menos.
A Energisa alega que há uma resolução de 2010 que diz que é de responsabilidade dos consumidores adequar os padrões de energia aos requisitos da empresa. Por outro lado, o Procon diz que essas mudanças não podem gerar custos aos consumidores, uma vez que esta mudança é proveitosa apenas à empresa Energisa. Os vereadores, por sua vez, defendem que os consumidores não sejam ainda mais prejudicados neste momento de pandemia.
O secretário de defesa do consumidor, Ítalo Torres, disse que está buscando uma solução através do diálogo, mas reiterou que, se não for possível desta forma, também buscará por meios legais.
“Temos uma avaliação bem positiva. Como Procon, nós escutamos as preocupações dos vereadores e, na próxima reunião, nós iremos levar à empresa todos os questionamentos e procurar uma forma de resguardar o consumidor, sobretudo aqueles de baixa renda, que, nesse momento, enfrentam maiores dificuldades. Nós deixamos bem claro que estamos dialogando, mas se não for resolvido, nós iremos buscar a justiça para barrar essa situação”, disse o secretário do Procon”, afirmou Ítalo Torres .
Julierme Monteiro, gerente regional da Energisa, esteve presente na reunião e considerou como positivo o encontro e as indicações dos vereadores.
“Na sexta-feira passada ocorreu uma reunião com o Procon-PB e com os Procon’s municipais, onde foi definido um plano de ação junto com a Energisa, e diante dessa ação serão tomadas algumas decisões em relação ao projeto. É uma preocupação viável, e o projeto tem base em uma resolução, por isso nós estamos abertos ao diálogo, inclusive para esclarecer qualquer dúvida com relação aos diretos do consumidor”, considerou o representante da empresa.

A presidente da Câmara disse que a luta dos vereadores é para evitar mais gastos aos consumidores de baixa renda e disse que espera um resultado positivo quanto a essa problemática.
“Nós propusemos que essa mudança de medidores não seja cobrada até o fim da pandemia. Esta é a reinvindicação da Câmara, mas não tivemos nenhum avanço. Nós vamos aguardar o resultado da próxima reunião do Procon de Patos para ver o desfecho”, disse Tide.
Um novo encontro foi marcado para a próxima quarta-feira, dia 28 de julho, mas desta vez apenas com o Procon-Patos e a empresa.
Junior Macena | TV Contexto