
Parece um tanto contraditório imaginar que um nordestino da gema não se arrepie ao som da sanfona, da zabumba e do triângulo, ledo engano.
Uma rápida olhada via YouTube que transmite o São João de Patos, me fez organizar os pensamentos com a mesma intensidade da brasa da história, calçando não as sandálias da humildade mas a velha bota que estes dias vê um pano tirar a poeira que se acumulou desde a festa do ano passado.
As atrações troando, embora uma crítica quase unânime é a ausência de nomes famosos ou não do autêntico forró nordestino e raiz, dando lugar ao sertanejo quase em supremacia.
Evidentemente, não seria louco de afirmar que o São João é ruim, contudo, um pouco mais de esmero entre a tradição cultural e o forró nutella poderiam agradar a forrozeiros diversos, público não faltaria.
Por falar em público o layout e formatação do São João de Patos, uma Parceria Público Privada – PPP é um caminho sem volta, só não pode jogar a cultura na fogueira.
Enfim, vale um antigo ditado popular que minha mãe me ensinou desde pequeno: “o povo gosta de festa, reclama mas se bater numa lata, vai”.
As festas juninas troando e espero que a ressaca, não alcoólica mas cultural traga o feito à obra: “nada de São João, sem forró” e olha que não sou saudosista e eclético no gosto musical penso que no terreiro ampliado do forró cabe de tudo um pouco e muito mais…
Carlos Ferreira da Silva | Contexto News
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