A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, por meio da Delegacia de Homicídios e Entorpecentes de Patos, a Operação Fim de Festa, que resultou no cumprimento de 22 mandados de prisão temporária e de busca e apreensão domiciliar, expedidos pela 1ª Vara Mista de Patos. A ação, realizada em municípios paraibanos como São José do Bonfim, Patos, Campina Grande e João Pessoa, além de alvos em Cabo de Santo Agostinho e Pesqueira, no estado do Pernambuco, nas teve como objetivo o desmantelamento de uma organização criminosa envolvida em tráfico de drogas, tráfico de armas e homicídios.

“A operação é fruto de um investigação de combate a uma organização criminosa que atuava em alguns municípios da Paraíba. Principalmente nos municípios de Teixeira e São José do Bonfim, mas que atuava em Campina Grande, João Pessoa e Pernambuco”, afirmou o delegado Rodrigo Monteiro.
Segundo as investigações, o grupo criminoso operava com foco principal no tráfico de entorpecentes, mas também atuava fortemente no comércio ilegal de armas e munições, com o intuito de fortalecer seu poder bélico. Além disso, os integrantes da organização são suspeitos de praticar homicídios contra rivais e desafetos que tentavam disputar o controle do tráfico nas regiões dominadas pela quadrilha.
“A gente iniciou o trabalho investigativo, que teve por base os aparelhos celulares apreendidos em outras operações. Começamos a traçar o vínculo desses agentes que tinha relação entre si e estavam ligados umbiulicalmente com trafico de drogas, armas e comandavam os homicídios ocorridos na região”, destacou o delegado Claudinor Lúcio.
O delegado ainda apontou que os criminosos faziam uma migração constante entre o bairro do Jatobá, em Patos, para o município de São José do Bonfim, na área do reservatório do Tubarão, além de terem a cidade de Teixeira como rota estratégica para escoamento do trafego de drogras e armas para o estado do Pernambuco. Os criminosos tinham um grande fornecimento de armamento e munições, com armas 9mm, 38mm, 357mm, munições .40, além de pistolas 9mm e revólveres de calibre 38.
Nas invetigações, um policial militar foi identificado como parte da rede criminosa, realizando compra de armas e municções diretamente com o líderar da organização criminososa em São José do Bonfim. Além disso, o agente repassava os horários de patrulha do policiamento na cidade.
De acordo com a polícia, foram expedidos 23 mandados de busca e apreensão e prisão. Cerca de 19 pessoas foram presas. Na região, foram 12 prisões em São José do Bonfim e uma em Patos, até a coletiva desta manhã. Os mandados são de prisão temporárias por 30 dias que podem ser renováveis. Dentre todos os alvos, três mulheres. Uma outra segue foragida.
“Uma operação exitosa, integrada e cooperada, que mostra que, independentemente de quem venha a cometer qualquer tipo de crime, as organizações são sérias, comprometidas com a população e estão prontas para cortar, inclusive, da prórpia carne”, destacou o tenente coronel Esaú de Lucena, comandante do 3º Batalhão de Polícia Militar da Paraíba.
As investigações vinham sendo realizadas desde o fim de novembro de 2024 e seguem em andamento.
Ray Santana | Contexto News

