
Alexandre de Morais conseguiu o que já havia adiantado aqui… repetiu o feito da prisão de Lula por Sérgio Moro.
Uniu a massa de direita, e nem precisou de uma prisão, apenas uma tornozeleira. Em resumo: a principal pauta para 2026 é o impeachment do ministro.
É bom ressaltar aqui que, embora existam critérios jurídicos para isso, nesse caso, o que impera, é sim a decisão política, baseada no colegiado do Congresso que pode usar como base qualquer argumento jurídico, por mais pequeno que seja considerado. Foi assim com a ex-presidente Dilma (PT).
Bolsonaro além de ter que usar tornozeleira eletrônica, está proibido de acessar redes sociais, deve obedecer o recolhimento domiciliar obrigatório entre 19h e 7h, e não pode manter contato com outros investigados ou réus, incluindo seu filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), bem como embaixadores e diplomatas. Também está impedido de se aproximar de embaixadas.
Bolsonaro pode ser preso por violar uma medida cautelar, não só por publicar em redes sociais, mas se houver a publicação de terceiros de suas falas ou entrevistas. Uma das maiores críticas a decisão de Morais. Ele tem evitado dar entrevistas para evitar agravamento das medidas.
Essa foi uma clara atitude para cercear o direito do ex-presidente de defesa ou fala. Afinal, qualquer articulação com algum dos impedidos de contato não seria feita através de rede social. A decisão do ministro é arbitrária e representa um risco à liberdade de expressão e democracia.
Bolsonaro será preso, é isso acontecerá por qualquer pequeno motivo que possa justificar isso. E essa prisão inflamará a direita, e não só políticos, mas uma grande parte da massa popular. É bom lembrar que foram mais de 58 milhões de votos nas eleições de 2022, dois milhões a menos que o presidente eleito.
E essa será a queda de Morais. Um a tentativa de impedir isso será um agravo ainda maior à democracia, que pode colocar e tirar qualquer um do poder. Na democracia, ninguém é supremo.
Ray Santana | Contexto News
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