
Geralmente as pessoas buscam algum serviço para sanar quaisquer dúvidas ou definir estratégias para cumprir determinada ação ou tarefa.
No caso em tela, fui procurado para conduzir um Cerimonial Fúnebre, de uma figura bastante conhecida e querida da sociedade patoense.
Prefiro, resguardar o nome do falecido em respeito a família que obviamente precisaria me autorizar para usar o nome, pois a ética para mim é um valor inegociável.
Na hora definida cheguei e iniciei os preparativos de ordem comunicacional: microfone, caixa de som, púlpito, uma caderneta e um lápis.
E, por alguns instantes parado frente ao féretro, me revesti de meus conhecimentos de Cerimonial e Protocolo para traçar de forma célere um roteiro a seguir.
Me aproximei da família e sussurrei que conduziria os próximos instantes do Cerimonial Fúnebre, recebendo da parte deles, a devida autorização.
Obviamente, que para um Cerimonial Fúnebre de despedidas convém cumprir os protocolos que nominalmente descrevo: sobriedade, respeito e pontualidade.
Para ser sóbrio num momento de luto, se requer do Mestre de Cerimônia – equilíbrio, serenidade, tom de voz ameno e bom senso.
Nem se precisaria explicar que o princípio do respeito é primordial na promoção de uma Cerimônia Fúnebre, tranquila, marcante e carregada de simbologia.
No caixão, cobrindo parte do corpo, uma camisa do time preferido e um EPI – o jaleco lembrando o quase “sacerdócio” atrelado ao ser ontológico de médico.
Quando se tem uma patente difusão da dor e da saudade generalizada entre os presentes, natural que se prolonguem os adjetivos ou se esvaia o tempo sem o devido atendimento ou observância do princípio da pontualidade.
Tudo ocorreu como pensado e no momento certo, de óculos escuro e uma dor dilacerante seguimos os atos protocolares, mensagens iniciais, pausa para celebração das exéquias e retomada das homenagens justas ao pranteado.
O que isso me fez refletir:” Que até na hora da morte se carece de planejamento, organização e execução fidedigna e protocolar”.
E, por fim pude responder a indagação: “Cerimonial Fúnebre, existe mesmo?!?”
Carlos Ferreira da Silva | Contexto News
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