
As redes sociais, tantas vezes criticadas por desinstalar as mentes e atrofiar as ideias, carece de um olhar mais refinado e de um elevado teor de criticidade.
Era uma manhã qualquer de feriado, ainda deitado, feriados são dias preguiçosos. Abro o Instagram.
Vejo, como é peculiar para uma rede social, muitas futilidades, não julgo, porque se estivesse à procura de algo mais substancioso, não apertaria o play, apenas embarquei.
Como quase tudo na vida, um café e um pouco de criticidade, a usar parcela do cérebro, cai bem. Meus dedos rolam o aparelho celular, de forma insofismável.
De repente, vejo uma frase estampada que me faz refletir: “Nunca vi árvore insistindo para que a folha ficasse” – isto calou forte em mim.
Realmente, a sabedoria da árvore nos ensina sobre ciclos, sobre se permitir, deixar acontecer, às vezes insistir dói na seiva da alma.
A falível queda da folha é metáfora da vida, experimento empírico do existir, e mesmo não sendo das ciências agrárias ou botânicas, compreender que as folhas no chão, se tornam adubo para robustas raízes do eu, fotossintético e crítico, por natureza, me fizeram refletir.
E, daí o ciclo continua… A folha caída, a árvore erguida, o caule absorvendo nutrientes, a fotossíntese cumprindo seu mister e eu, numa simbiose entendi que o fim pode não ser fim, antes começo e recomeço.
Carlos Ferreira da Silva | Contexto News
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