
Em julho de 2025, a Prefeitura Municipal de Patos iniciou o processo de revitalização dos canteiros centrais da cidade com a proposta de modernizar os espaços e garantir mais segurança para a população. Com a medida, diversas árvores que estavam há décadas nos locais estão sendo substituídas por espécies nativas, após estudos técnicos realizados pelo município.
Em entrevista ao Contexto News, o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Patos, Alex Wagner, explicou que a ação, desenvolvida em conjunto com a Secretaria de Infraestrutura, faz parte do planejamento da obra de revitalização e prevê a retirada de árvores exóticas e o replantio de espécies nativas já em desenvolvimento.
Segundo ele, todos os canteiros passaram por estudos técnicos e foram submetidos à análise ambiental para autorização da remoção de cada árvore.
“Esse projeto é necessário para revitalizar esses canteiros, haja vista a problemática que estamos tendo nos últimos anos, em relação às árvores, em especial a algaroba, que tivemos várias situações de queda”, explicou o secretário.
Árvores exóticas ameaçam biodiversidade e segurança
Nos últimos anos, a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável registrou um alto número de quedas de árvores envolvendo espécies como nim (Azadirachta indica) e algaroba (Prosopis juliflora). Segundo a pasta, os casos causaram transtornos ao trânsito e colocaram a população em risco.
De acordo com Alex Wagner, problemas estruturais foram identificados em praticamente todos os canteiros que estão em processo de revitalização.
“Nós tivemos várias situações de quedas de árvores, queda de galhos comprometendo a questão ambiental e o risco à vida da população. Em parte, devido à poda drástica, muito comum aqui na região, o que é um crime ambiental”, destacou o secretário.
Uma lei municipal de 19 de agosto de 2025 proibiu o plantio de nim e outras espécies exóticas invasoras na zona urbana de Patos. A legislação prevê multa de R$ 500 por muda ou árvore plantada, valor que dobra em caso de reincidência.
Além disso, segundo a secretaria, essas espécies não favorecem a fauna local e possuem raízes agressivas, capazes de danificar o solo.
Apesar da proibição do plantio, a retirada das árvores precisa ser autorizada pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, responsável por analisar o impacto ecológico de cada situação.
Novas espécies plantadas
Mesmo com a necessidade de remoção da vegetação exótica nos canteiros, a secretaria afirma que todo o processo foi baseado em estudos de impacto ambiental e prevê compensação vegetal para garantir a manutenção das áreas verdes no centro da cidade.
As novas mudas, plantadas por meio de parceria com a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), possuem entre dois e quatro metros de altura, com o objetivo de minimizar os impactos da retirada das árvores antigas.
Segundo a secretaria, mais de 90% dos relatórios de solicitação de remoção de árvores no município apontam o nim como a espécie mais retirada.
“Vai ter um impacto microclimático maior no entorno, de imediato, mas estamos fazendo a compensação da forma mais célere possível”, pontuou o secretário.
A obra segue em andamento no trecho da Avenida Horácio Nóbrega, entre o Patos Shopping e o Unifip. Por isso, a STTRANS divulgou mundaças no trânsito no local durante o trabalho.

Ray Santana | Contexto News

