As máscaras caseiras protegem realmente contra o Novo Coronavírus?

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Com o aumento do número de casos do novo Corona Vírus nas últimas semanas em todo o país e as previsões de uma escalada deles até o seu provável pico de casos, alguns materiais hospitalares têm ficado escassos devido a alta demanda. Assim como o álcool em gel, as máscaras de proteção são um exemplo disso. Tem sido muito difícil encontrá-las em algumas regiões. Com isso, nas redes sociais tem surgido alternativas para a substituição por máscaras confeccionadas em casa, muitas delas personalizadas em cores e estampas diferentes. Mas será que elas realmente substituem as máscaras certificadas?

O secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, em uma coletiva de imprensa, afirmou que não há como a indústria atender a toda demanda e recomendou que as pessoas confeccionassem sua própria máscara.

“Não esperem, máscaras que o governo vai ter condições de colocar todas as máscaras que nós precisamos. Não vamos conseguir, as pessoas vão ter que ter criatividade. Se não tem outra alternativa, faça uma máscara em casa. Faça uma máscara com um pano. Isso é uma barreira física e que vai ajudar para os casos de pessoas que estão sintomáticas e não querem transmitir para outras pessoas. Não recomendo isso, em hipótese alguma, para o serviço de saúde e nem para os profissionais de saúde, esses vão continuar utilizando as máscaras oficiais registradas na Anvisa”, orientou o secretário.

A TV Contexto conversou com um especialista em Biossegurança sobre a real eficácia das máscaras caseiras.

“E as máscaras caseiras, essas máscaras de tecido que estão sendo produzidas em casa”.

De acordo com o especialista, a maior parte dos tecidos possuem micro espaços entre os fios que podem ser insuficientes para impedir a passagem do vírus.

Essa máscara caseira, é importante a gente ter o maior cuidado possível. Quando a gente olha a foto do microscópio desse tecido, a gente vai ver que essa abertura pode variar entre 100 micrômetros, 200, 300 ou até mais. Lembra que a gotícula que carrega o vírus pode ter até 12 micrômetros e a porosidade do tecido se ela tiver 100, 200 ou 300, a gente sabe que o vírus vai passar facilmente.

As máscaras caseiras podem ser uma alternativa na falta da industrial certificada, mas é necessário ter todo o cuidado com a higiene no processo de confecção.

“É importante fazer uma reflexão sobre a produção caseira dessas máscaras. Porque muitas vezes são feitas sem  o padrão necessário de higiene. É importante a gente lembrar que muitas vezes as pessoas estão assintomáticas e podem transmitir o vírus mesmo assim. Precisa ser feito com muita responsabilidade para não correr o risco de o profissional ou a pessoa que tá utilizando ser infectada pelo vírus ou por outros micro-organismos”, explicou Jorge Luís Araújo, dr. em biossegurança.

 

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