O Boletim Epidemiológico das Arboviroses, ou seja, doenças transmitidas por insetos e aracnídeos, foi divulgado na terça-feira, 10 de novembro, pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) por causa da 44ª Semana Epidemiológica.
De acordo com o boletim, a dengue tem o maior registro de casos prováveis da doença, com 6.128 casos, seguida pela Chikungunya, 1673 casos e da Zika com 313 casos.
Segundo Carla Jaciara, técnica da SES, o documento retoma o mesmo problema mostrado nos anteriores: redução de notificação para dengue e para zika. Porém um discreto aumento para os casos de Chikungunya. O maior problema ainda é que se nota a omissão dos municípios, que não estão notificando a secretaria sobre alguns casos.
Dessa forma a técnica fez um apelo: “Atentamos aos municípios identificados os casos suspeitos, pra que essas notificações sejam realizadas. Nesse boletim nós temos uma incidência bastante significativa, tanto nesse boletim como no anterior, nas regiões 13ª, 14ª e 15ª (localizadas no Sertão, Borborema e Agreste, respectivamente)”, explicou.
O nono boletim trás 22 óbitos que ainda estão em identificação (um a mais que o anterior), três mortes atribuídas à dengue nos municípios de Sapé, Santa Rita e Aroeiras. Cinco para Chikungunya em João Pessoa (2), Riachão do Bacamarte (1), Areial (1) e Malta (1). Já o vírus da Zika, foram 2 óbitos na Paraíba, um em Areial e outro em Riachão do Bacamarte. Um caso ainda se encontra em investigação e outros treze foram descartados.
“Quando a gente traz essas incidências nós percebemos que 44 municípios ainda não estão realizando nenhuma notificação no estado da Paraíba. Isso é uma situação preocupante porque são casos silenciosos, que muitas vezes vem à óbito, que o serviço de saúde não tem conhecimento. Atentamos à população que procure o serviço de saúde com dengue, Chikungunya e Zika”, pediu Carla.
O vírus Zika trás um maior grau de complexidade pois, se em gestação, a criança pode adquirir Microcefalia, causada pela interrupção do desenvolvimento da massa encefálica. Só esse ano foram 9 casos de gestantes confirmadas com o vírus nos municípios de Araruna, Campina Grande, Água Branca, Picuí, Pocinhos, Vista Serrana e Boa Vista.
A prevenção para as gestantes pode ser realizada colocando mosquiteiros nas janelas e fazendo o uso do repelente durante toda a gestação, mas os cuidados têm que ser intensificados no primeiro trimestre da gravidez. “Essa é a fase de formação fetal. Porém os cuidados de prevenção se estendem durante toda gestação”, lembra a técnica, que é responsável pelas arboviroses na secretaria.
O boletim traz uma série de recomendações às Secretarias Municipais de Saúde, que incluem: sensibilizar a população para eliminação de criadouros do mosquito aedes aegypti, contribuindo para o controle das arboviroses dengue, Zika e Chikungunya; manter ativa a vigilância para notificação dos casos suspeitos; realizar coleta de material para confirmação laboratorial de casos suspeitos e para o isolamento viral, com intuito de identificar o sorotipo de dengue circulante.
“A gente sabe que esse cuidado é diário e intenso, a população não pode descansar. A prevenção é o único remédio”, lembrou.