
Um estudo do Datafolha, encomendado pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), mostrou que os brasileiros de 45 a 55 anos estão consumindo mais alimentos ultraprocessados. Antes o consumo dessa faixa etária era de 9% em outubro de 2019, enquanto que em junho mudou para 16%.
Alimentos ultraprocessados são alimentos que passaram por uma técnica para aumentar a vida útil do alimento, para que ele fique mais tempo na prateleira, assim a indústria consegue vender mais desse produto sem se preocupar com a sua deterioração.
A pesquisa revelou que os pacotes de salgadinhos e biscoitos salgados foram os produtos campeões de consumo em comparação com o levantamento realizado em 2019. O segundo lugar no ranking ficou para margarina, maionese, ketchup ou outros molhos industrializados.
Segundo a nutricionista Jessyka Mendes, a indústria pega determinado alimento e transforma em um alimento processado. Se necessário, transforma ainda em ultraprocessado, que seriam os alimentos em pó.
“A indústria para manter por mais tempo a vida útil, coloca açúcar e sal. Quando isso acontece e a gente ingere com frequência esses alimentos, a gente vai desenvolver as doenças crônicas não transmissíveis, que atingem até crianças, como hipertensão, diabetes. Tudo isso causado por hábitos alimentares errôneos, consumindo alimentos como a salsicha, margarina, caldo de carne, temperos industrializados em pó”, afirmou a nutricionista.
Segundo a especialista, o processamento modifica a estrutura do alimento e, além do corpo não absorver os nutrientes que formaram esse produto, acaba absorvendo o glutamato monossódico, um realçador de sabor que está muito relacionado aos problemas de tireoide.
Mas a população não deve se preocupar: “O consumo é realmente preocupante, mas é possível substituir. Na alimentação se pode usar cebola, alho, frutas in natura, no máximo a polpa pra fazer o suco. Use a manteiga para substituir a margarina, quanto mais natural forem os alimentos, melhor. É aquela velha frase, desembale menos e descasque mais”, explicou Jessyka.
Você pode conferir a pesquisa do Datafolha aqui.
Confira a entrevista com a nutricionista Jessyka Mendes:
Laryssa Cristiny | TV Contexto