Conheça o caso do homicídio do comerciante de Patos, Pedro Morais

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Marília de Carvalho Marinho (24 anos) será julgada pela Comarca de Guarabira no dia 17 de março, às 09h da manhã. A jovem é ré confessa e a única acusada pela morte do comerciante Pedro Morais Medeiros Neto, de 37 anos.

Pedro Morais antes do homicídio em selfie dentro do carro
Pedro Neto – (Patos Online)

O crime aconteceu no dia 08 de junho de 2019, à noite, próximo ao Memorial Frei Damião, no município de Guarabira.

Pedro Neto conforme foi encontrado – (Patos Metrópole)

Segundo informações, o patoense teria saído de sua casa após falar para a família que venderia o rebanho de gado que pertencia a ele e um sócio. Sua esposa se comunicou com ele por telefone por volta das 16h30 do mesmo dia.

No dia seguinte, próximo ao meio dia, após novas tentativas mal sucedidas de falar com Pedro, a família recebeu a notícia de que ele fora encontrado morto, com dois tiros na cabeça, um na nuca e outro na lateral esquerda.

Seu carro, um Prisma de cor preta, não foi encontrado, bem como nenhum dos pertences, como por exemplo, o celular. Os familiares acreditaram que ele havia sido vítima de um assalto.

A investigação foi conduzida pela Polícia Civil, que ouviu diversas pessoas, até chegar em Marília de Carvalho, ouvida um dia após o crime pelo delegado Norival Gomes Portela.

Ela negou qualquer participação na morte e apenas informou que manteve uma relação amorosa com ele apenas por alguns meses em 2014 quando o conheceu, acabando logo ao saber que ele era casado, e que nunca havia mantido negócios com a vítima.

Conforme o avanço das investigações, foi realizado um rastreamento no telefone da vítima, que em mais de uma ocasião, apontou que o aparelho estava em posse de Marília. Com essa informação, foi solicitada a prisão preventiva da jovem.

O mandado de prisão foi expedido pelo juiz da Comarca de Guarabira e cumprido no dia 12 de julho do mesmo ano, um mês e quatro dias após o crime.

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Marília de Carvalho Marinho – Celular da Vítima – (Portal 40 graus)

Marília foi presa na cidade de Bananeiras, onde fazia o curso técnico de Aquicultura. Na época ela tinha 22 anos.

Marília mudou a sua versão inicial após ser presa, no seu segundo depoimento, confessando a autoria do crime. Ela informou aos policiais o local onde o veículo de Pedro Neto estava escondido.

O carro, que era da esposa da vítima, foi encontrado carbonizado na cidade de Barra de Santa Rosa, a 97 quilômetros de Guarabira.

Carro Carbonizado que pertencia à esposa da vítima de homicídio
Carro carbonizado – (Portal 40 graus)

Em seu depoimento, Marília disse que não queimou o veículo nem ocultou provas. Mas revelou a motivação do crime, segundo o delegado Hugo Lucena: “A acusada alegou ter matado porque era chantageada por Pedro que queria reatar o relacionamento e a teria ameaçado de divulgar fotos e vídeos íntimos dela”, disse.

Marília também relatou que teve uma relação extraconjugal com a vítima entre os anos de 2014 e 2019, informação que difere de seu primeiro depoimento. Segundo ela, eles viviam entre términos e reconciliações.

Ela informou que acabou o relacionamento ao descobrir que Pedro era casado e que tinha medo que Pedro contasse à sua família que ela estaria tendo um caso com ele. Disse que o rapaz emprestou R$ 14 mil a ela e que ao término do relacionamento, ele teria começado a pressioná-la a devolver o dinheiro e, caso contrário, contaria aos pais da jovem sobre o caso extraconjugal.

A família acredita que o motivo real do homicídio foi uma alta quantia em dinheiro que a vítima investira, cerca de R$ 60 mil, para suposta compra de gado, negócio que os dois administrariam juntos, e que ela o matou por que não teria condições de devolver a quantia.

Durante a investigação, os policiais descobriram que o rebanho de gado nunca existiu. E Marília nunca citou nada sobre gado em seus depoimentos. Ela disse à polícia que agiu sozinha e que nunca premeditou o crime. A arma do crime ainda não foi encontrada.

A versão da família é de que Pedro saiu de casa no sábado, após receber um telefonema na quinta-feira, dois dias antes do crime, de uma pessoa ainda não identificada, pedindo que ele fosse até Guarabira para pesar o gado que seria vendido ainda na sexta-feira.

O rapaz foi encontrado de pés descalços e sujos, o que fez a família acreditar que tenha acontecido luta corporal ou uma tentativa de fuga. Ele também tinham marcas no rosto, que pareciam serem resultado de espancamento.

Segundo Marília, em depoimento, ela atirou em Pedro de dentro do carro e apenas o jogou para fora do veículo. Após isso, ela dirigiu sozinha até onde o veículo foi encontrado.

Também segundo os familiares, Pedro já não mantinha mais relações com Marília, e esperava apenas que ela vendesse o gado para que ele resgatasse sua parte em dinheiro.

Parte do segundo depoimento de Marília:

depoimento da autora do homicídio
Segundo depoimento de Marília – (Portal 40 graus)
Outra parte do depoimento de homicídio
Outra parte do depoimento – (Portal 40 graus)

Marília contou em entrevista ao Jornal Espinharas Notícias em julho de 2019, que durante anos foi ameaçada por Pedro. Disse que foi obrigada por ele a ir para Guarabira e que queria dar um tempo no relacionamento para apaziguar a raiva de Pedro. Mas ele tentou agredi-la, pegando-a pelo braço.

Ela disse estar arrependida e que nunca havia pego em armas de fogo antes. Disse que era filha única e tinha medo de decepcionar os pais. Relatou que conheceu Pedro porque amigos de vaquejada os apresentaram e que com o tempo viu que ele não era uma boa pessoa.

OUÇA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA

A família acredita que teria mais gente envolvida no crime, pois ela não conseguiria “fazer o que fez sozinha, por Pedro ser grande e forte”. Eles também alegam ter conversas dos dois falando sobre gado.

Outra parte polêmica do depoimento é o fato de o homicídio ter acontecido dentro do veículo, com um revólver que já estaria dentro. Segundo os parentes, Pedro Neto não possuía armas de fogo e não entende como ela saberia se ele possuísse.

Pedro era filho da empresária Marta, dona de um mercadinho em Patos, do Jardim Queiroz, em frente à praça do bairro. Deixou dois filhos e residia no Luar de Angelita, em Patos – PB.

Marília permanece presa no Presídio Feminino Maria Júlia Maranhão, em João Pessoa, aguardando julgamento.

O carro foi periciado, mas não foram divulgados resultados. Para a polícia Marília é a autora do crime, mas a família pede para que as investigações continuem para descobrir se havia mais uma pessoa envolvida.

Sepultamento de Pedro em junho de 2019 – (Folha Patoense)

Laryssa Cristiny | TV Contexto

com informações do Portal 40 Graus e de outros portais citados ao longo da matéria.

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