Diocese de Patos orienta que vereadores não reconheçam igrejas como serviço essencial

Missa na Catedral de Nossa Senhora da Guia, em Patos. Foto: Reprodução / Facebook

O Bispo da Diocese de Patos, Dom Eraldo Bispo da Silva, enviou uma nota à Câmara Municipal de Patos, lida na sessão desta quinta-feira (4), agradecendo a boa intensão da Casa em reconhecer as igrejas como atividade essencial no município, mas afirmou que não é o momento mais adequado para isso.

“Consideramos que o momento atual não nos permite reivindicações de qualquer matéria que traga favorecimento particular, sob o argumento de obter destaque sobre outros estabelecimentos e instituições”, afirmou em trecho da nota.

Reconheceu a importância do serviço religioso em tempos difíceis como o da pandemia, por onde as pessoas buscam alívio e conforto em situações de dor, mas que não é hora para lutar por interesses de grupos específicos, pessoas ou instituições.

“Temos consciência da importância dos serviços da Igreja, do culto, da oração e do apoio espiritual e por isso continuamos obedientes ao Evangelho e observando o que determinam as autoridades competentes”, pontuou.

E encerrou deixando claro que “não é um pedido da Diocese de Patos” para que ocorra o reconhecimento das igrejas como atividade essencial e disse que “o que é essencial na presente situação é solidariedade e a superação da pandemia”.

Projeto arquivado
A vereadora Nadirgerlane Rodrigues (Republicanos), apresentou o projeto na última semana, mas foi arquivado pela Casa.

Os vereadores Jamersom Ferreira (PL), David Maia (DC) e Willa da Farmácia (PROS) pediram o arquivamento do projeto junto à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal de Patos, afirmando a inconstitucionalidade.

Celebrações suspensas em igrejas
Após a 19ª Avaliação do Plano Novo Normal no dia 22 de fevereiro, o Governo do Estado publicou um Decreto no dia 23 de fevereiro, suspendendo cultos, missas e cerimônias religiosas presenciais durante a vigência do decreto nos municípios com bandeiras laranja e amarela. Mas o documento assegurou as atividades de preparação, gravação e transmissão das celebrações nos templos.

A medida teve como objetivo conter a propagação do novo coronavírus, mas gerou críticas entre religiosos. Um grupo de associações e representantes das igrejas do estado assinaram uma carta aberta direcionada ao governador João Azevedo, solicitando a revisão da medida.

Veja a nota na íntegra;

Ray Santana | TV Contexto

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