
Uma manhã de domingo tranquila e normal, tudo transcorrendo como de costume no Parque Zoobotânico Arruda Câmara (conhecido como Zoológico da Bica), em João Pessoa – PB.
Embora não conheça o referido parque, sempre ouvi falar muito bem dos projetos educacionais e ambientais que disseminam o respeito aos animais e a ecologia.
Os visitantes sempre se encantam com os animais silvestres daquele ambiente, contudo, placas de aviso e sinalização são proeminentes.
Pela mídia, antes que tomasse meu café matinal fui atormentado pelas imagens divulgadas de um jovem rapaz que escalara o recinto de uma leoa.
Os animais, mesmo em cativeiros autorizados e bem alimentados não perdem seu instinto natural e selvagem: a caça predatória.
À primeira vista pareceu que o homem sofria de algum distúrbio ou transtorno ou não estaria momentaneamente no pleno uso de suas faculdades mentais.
O homem sobe. A leoa observa. Homem e animal travam por instantes dramáticos o olhar verossímil de uma tragédia anunciada.
O cheiro de morte ronda a cena fatídica, mesmo devidamente alimentada a leoa não perdoa a presa, a vítima que se segura numa árvore aguça os instintos mais selvagens do animal.
A leoa ataca o homem, derruba do obstáculo, ele tenta correr, àquela altura nada se podia fazer, as garras do animal e sua força feroz, abate a vítima, que não sobrevive mediante os ferimentos e vem a óbito.
O sangue tingindo as presas do animal trazem a assinatura do fato e o alerta que com a natureza selvagem e o instituto natural de uma fera não se deve brincar jamais.
Não demorou para a identidade da vítima ser revelada, um pobre rapaz, que trazia consigo o infortúnio de uma lista de crimes na polícia pessoense.
As teses foram levantadas: suicídio, surto psíquico, aventura mortal, e do outro lado da jaula, a leoa se defendera do visitante indesejado, seria o caso de legítima defesa do animal em seu habitat.
Na realidade, todas as hipóteses podem ser verdadeiras ou não, resta tácito, o dito popular reverso: “um dia do caçador, outro da caça”.
Lamentável incidente que reitera a preocupação com a segurança destes ambientes, da educação dos visitantes e do princípio basilar da convivência entre o animal e o homem – o respeito.
O homem jaz e com ele a motivação real para a visita à jaula da Leoa, na Bica e o animal, agora posto em quarentena, sofre as retaliações dos que defendem sua Eutanásia e/o u Animalicídio – um termo mais técnico e formal para o ato de matar um animal.
Carlos Ferreira da Silva | Contexto News
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