
O dólar fechou em alta de 1,57%, cotado a R$ 5,3043, nesta quarta-feira (12). Essa foi a maior valorização percentual diária desde 30 de abril (1,81%) e o mais alto nível de encerramento desde 5 de maio (R$ 5,3652).
Neste pregão, a atenção do mercado foi voltada aos dados de inflação dos Estados Unidos e aos sinais sobre a trajetória da taxa de juros na economia norte-americana.
Na semana, a alta é de 1,48%. Na parcial do mês, a queda acumulada é de 2,33%. No ano, o avanço é de 2,26%.
Cenário que provocou a alta
Os investidores digerem nesta quarta-feira dados sobre a inflação de abril nos Estados Unidos.
O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,8% em abril, acelerando em relação à alta de 0,6% em março, mais do que o esperado, o que pode alimentar os temores no mercado financeiro de um período longo de inflação mais alta.
Na avaliação de analistas, uma inflação em alta pode mexer com os planos do banco central dos Estados Unidos (Fed) de manter os juros perto de zero e seguir comprando títulos, o que tende a reduzir o fluxo de dólares para países emergentes.
Na China, as commodities continuam em altas. Aço e minério de ferro registraram novas máximas nesta quarta-feira.
Por aqui, a expectativa do mercado é de que uma nova alta de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros deva ocorrer em junho. A Selic em alta aumenta a diferença entre os retornos oferecidos no Brasil ante os dos Estados Unidos e de outros mercados emergentes, o que eleva a atratividade do real, potencialmente valorizando a moeda.
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Setor de Serviços teve queda de 4%
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o setor de serviços teve queda de 4% em março, voltando a ficar no patamar pré-pandemia. No 1º trimestre, porém, houve alta de 2,8% na comparação com o 4º trimestre.
O volume de serviços caiu 4% na passagem de fevereiro para março deste ano, depois de duas altas consecutivas do indicador. As informações da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) foram divulgadas na quarta-feira (12), no Rio de Janeiro.
Com o resultado, o segmento voltou a ficar abaixo do patamar antes da pandemia de covid-19.
“O setor mostrava um movimento de recuperação desde junho do ano passado e chegou a superar o patamar pré-pandemia. Mas, com a queda em março, encontra-se 2,8% abaixo do volume de fevereiro do ano passado”, disse Rodrigo Lobo, pesquisador do IBGE.
Os serviços tiveram quedas no acumulado do ano (-0,8%) e no acumulado de 12 meses (-8%). Na comparação com março do ano passado, houve crescimento de 4,5%.
Na passagem de fevereiro para março, três das cinco atividades de serviços tiveram queda em seu volume: serviços prestados às famílias (-27%), transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-1,9%) e profissionais, administrativos e complementares (-1,4%). Dois segmentos tiveram aumento no volume de serviços: informação e comunicação (1,9%) e outros serviços (3,7%).
A receita nominal dos serviços teve quedas de 0,4% na comparação com fevereiro deste ano, de 0,2% no acumulado do ano e de 7,7% no acumulado de 12 meses. Na comparação com março do ano passado, a receita cresceu 6,1%.
Laryssa Cristiny | TV Contexto
com informações do G1