A TV Contexto na semana passada entrevistou o vereador eleito Josmá Oliveira, do partido Patriota, que falou um pouco sobre suas ideias e opiniões.
Segundo ele o que motivou a ingressar no cargo de vereador foi a insatisfação política. “Imagine dois clubes de futebol jogando, e você está torcendo pra ver um gol, mas os times se unem e decidem não fazer gol um no outro, então você tem que deixar de ser torcedor pra colocar o seu time em campo”, explicou Josmá, que é filho do criador da rede de restaurantes Boi Forte.
Josmá tinha a certeza de que venceria a campanha: “Eu esperava mais votos. Defendemos pautas muito inteligentes, ideias fortes, coerentes”. O vereador é o fundador do grupo Direita Patos e participou da campanha do presidente Bolsonaro aqui no sertão.
Quanto às pautas polêmicas que defende, afirmou que vai tentar trazer algumas para o contexto da cidade, mas que não são polêmicas. “Estou focado nas pautas de Patos. Defendo conservadorismo, liberalismo econômico, liberdade de imprensa e de expressão. Contra aborto, contra ideologia de gênero. Alguns tratam como polêmico, vejo isso como natural”, disse.
Sobre a mudança na Câmara Juvenal Lúcio, ele afirmou: “Antes de me tornar político, tinha uma visão abstrata da coisa. Grande parte dos problemas políticos parte da população. Existem vícios na sociedade que é preciso mudar. A câmara mudou 76 por cento, mas não mudou tanto assim, porque muitos mudaram só a cara, mas tem o mesmo político por trás”.
Para ele esse ano a política está mudando. “Com as redes sociais você consegue ver a alma do político, cria mais afinidade, pode ver as ideias”, comentou o político, que também é programador e desenvolvedor de aplicativos.
Sobre o aumento de salário dos parlamentares, Josmá é contra. “É inaceitável que políticos aumentem seus salários. Isso faz mal a sociedade. Além disso, é um projeto ilegal. É de me causar estranheza, vereadores que estão saindo aprovarem um projeto dessa natureza”.
“Todos nós estamos nos sacrificando. Isso é um tapa na cara da sociedade. Acionei o Ministério Público, o promotor já está ciente e esperamos que ele se posicione. Usarei todos os meios legais para defender o povo de Patos. Não descarto a possibilidade de entrar com outra ação contra os vereadores que estão votando esse projeto, por improbidade administrativa”.
Após a entrevista com o vereador, o Capitão Hugo (PSL), único a votar contra o projeto na primeira votação, deu entrada com um mandado de segurança, que é uma “ação constitucional que visa tutelar direito líquido e certo, ameaçado ou violado por autoridade pública ou por aquele que esteja no exercício de funções desta natureza”, e teve o pedido atendido na 4ª Vara Mista da comarca de Patos, no intuito de barrar a segunda votação, prevista para hoje à noite.
A decisão proferida pela juíza Vanessa Moura Pereira de Cavalcanti, tem validade até que haja o julgamento do mérito do referido projeto. Confira a decisão judicial abaixo.
Você confere a entrevista completa com Josmá Oliveira no vídeo acima.
Laryssa Cristiny | TV Contexto