
O Congresso Nacional votou hoje, em ambas as casas, a revogação de um aumento de imposto feito por meio de decreto presidencial, o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O Senado votou na noite desta quarta (25) a derrubada de três decretos, seguindo a decisão da Câmara, tomada mais cedo.
A pauta na agenda divulgada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, pegou governistas de surpresa, demonstrando um desalinhamento e descontentamento de Motta com o executivo. Algo que foi confirmado em sua maioria na votação expressiva. O texto foi aprovado na Câmara por 383 votos a 98 e, horas depois, confirmado pelo Senado de forma simbólica, sem contagem de votos.
De acordo com o Ministério da Fazenda, sem o IOF mais alto, será necessário ampliar o bloqueio de gastos no Orçamento de 2025 para evitar o descumprimento da meta fiscal.
A derrota sinaliza a fraqueza do Governo Lula no avanço das pautas no Congresso, principalmente a agenda econômica. Além disso também confirma o desgaste da relação com Legislativo, em meio a críticas por atraso no repasse de emendas parlamentares. Ao que parece, Motta não teria demonstrado interesse em discutir a votação com interlocutores e o Governo antes da votação
Ray Santana | Contexto News
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