
Devido à volta do crescimento no número de casos da COVID-19 em Patos-PB, a prefeitura decidiu baixar um novo decreto, desta vez com medidas mais rígidas, visando minimizar os impactos da pandemia no município. Já considerada com a ‘terceira onda’, nova realidade da crise sanitária na Paraíba tem registrado grande retrocesso no combate ao Novo Coronavírus.
A reportagem da TV Contexto conversou com o procurador do município de Patos, Alexsandro Lacerda, sobre as novas medidas de restrição adotadas pelo município para conter a nova onda de casos de COVID-19. Entre elas, destacam-se as academias e demais estabelecimentos de atividades físicas, além de instituições de ensino.
Estabelecimentos de atividades físicas
De acordo com o procurador, viu-se a necessidade de restringir as atividades físicas em Patos nesse novo decreto. Ele afirmou que há uma grande movimentação nesses ambientes e citou a Alça Sudeste, que registra grande quantidade de pessoas caminhando na localidade. Ele disse que a prefeitura decidiu seguir as mesmas considerações do decreto estadual.
“Verificou-se a necessidade de contribuição de outro segmento, que é o das atividades esportivas. Esses estabelecimentos terão de ficar fechados pelos próximos 15 dias, como academias, praças, áreas de lazer, escolinhas de futebol, a Alça Sudeste, onde as pessoas fazem caminhada. Isso na tentativa de trazermos novas medidas para se evitar aglomerações”, justificou o procurador.
O Conselho Regional de Educação Física da Paraíba pretende acionar a Justiça contra o decreto. A entidade alega que que há contradições na decisão, e por isso irá solicitar um posicionamento da procuradoria-geral do estado, para tomar medidas cabíveis, inclusive judiciais, caso seja necessário.
Instituições de ensino
O decreto renovou a suspensão das atividades educacionais em instituições públicas de ensino municipais. Entretanto, as instituições privadas do Ensino Superior e Médio só poderão funcionar com o modelo remoto, mas as aulas práticas do ensino superior podem funcionar presencialmente.
Escolas privadas do Ensino Infantil e Fundamental poderão funcionar com o sistema híbrido de educação, aulas presenciais e virtuais, seguindo as mesmas recomendações do decreto estadual. No entanto, poderá haver atividades presenciais para os alunos com transtorno do espectro autista e pessoas com deficiência.
Junior Macena | TV Contexto