
Incrível como nossa memória musical pode ser despertada num passe de mágica ou num piscar de olhos.
Ao observar a febre do “Morango do Amor” logo destravei o baú de minhas memórias, num gosto musical duvidoso, pois escancara numa rápida adição a minha idade avançada.
O ano era 2000, quando ouvi pela primeira vez na voz de Lairton dos Teclados e desprovida de arranjo a música: “Morango do Nordeste”, de autoria de compositores pernambucanos.
A composição, com todo respeito medíocre de beleza poética, foi naquela época, uma febre, tocava em todo canto e a todo tempo, nas rádios, na mídia, nos bares e nas ruas.
Uma música que conta uma espécie de “Amor” não correspondido embalou a dor de cotovelos de uns e animou serestas de outros.
Exatamente, nesta expressão – amor é que nasce a analogia com o doce que tem como base o morango, envolvido numa capa de brigadeiro e envolto numa camada de calda brilhosa na cor vermelha e que sem nenhuma nota musical faz sucesso.
Afinal, doces amores e amores doces sempre encontraram na frutose uma simbologia, no jardim do Éden, fruto do pecado, uma maçã e agora como terror dos nutricionistas o morango do amor.
Mas quem disse que conseguimos medir ou mensurar as calorias do Amor, quer na maçã ou no morango, de novo? E, eu sigo sem experimentar a iguaria doce, morango do amor, tudo em nome do ódio dietético da obesidade musical. E, viva a frutose do Amor!!!
Carlos Ferreira da Silva | Contexto News
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