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Collor é preso em Maceió para cumprimento de pena por corrupção

Collor é preso em Maceió para cumprimento de pena por corrupção

Ray Santana
Por: Ray Santana
25/04/2025 às 06h59 Atualizada em 25/04/2025 às 09h59
Collor é preso em Maceió para cumprimento de pena por corrupção
Fernando Collor foi presidente do Brasil. — Foto: José Cruz/Agência Senado
[caption id="attachment_8334" align="alignnone" width="888"] Fernando Collor foi presidente do Brasil. — Foto: José Cruz/Agência Senado[/caption]

O ex-presidente Fernando Collor de Mello foi preso na madrugada desta sexta-feira (25), em Maceió, capital de Alagoas. A informação foi confirmada por sua defesa.

Segundo os advogados, a prisão ocorreu às 4h, enquanto Collor se deslocava para Brasília para cumprir espontaneamente a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). No momento, ele permanece custodiado na Superintendência da Polícia Federal em Maceió.

Em nota, a defesa declarou:
“A defesa da ex-presidente da República Fernando Collor de Mello confirma sua prisão hoje, 25 de abril, em Maceió, às 4 horas da manhã, quando estava se deslocando para Brasília para cumprimento espontâneo da decisão do Ministro Alexandre de Moraes. O ex-presidente Fernando Collor de Mello encontra-se custodiado, no momento, na Superintendência da Polícia Federal na capital alagoana. São estas as informações que temos até o momento”.

A prisão foi determinada após o ministro Alexandre de Moraes rejeitar o segundo recurso da defesa. Em maio de 2023, Collor foi condenado a oito anos e dez meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, crimes relacionados a um esquema na BR Distribuidora, atual Vibra.

O caso teve origem na Operação Lava Jato, a partir da delação premiada de Ricardo Pessoa, ex-presidente da empreiteira UTC. Segundo as investigações, o esquema envolvia facilitação de contratos em troca de vantagens ilícitas.

Além da pena de reclusão, Fernando Collor também foi condenado a:

  • pagar 90 dias-multa;

  • indenizar a União em R$ 20 milhões, solidariamente com outros dois réus;

  • e ficar proibido de exercer cargo público por um período equivalente ao dobro da pena aplicada.

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