
A Paraíba deve receber, no próximo sábado (15), quase 80 mil doses de vacinas da Astrazeneca/Oxford (Instituto Bio-Manguinhos/Fiocruz), segundo prevê o secretário de Estado da Saúde, Geraldo Medeiros.
Em todo o País, serão entregues pouco mais de 4 milhões de doses dessa vacina aos estados.
Até o momento, a Paraíba recebeu 1.467.220 doses de três tipos de vacinas Coronavac (Butantan), Astrazeneca/Oxford (Fiocruz) e Pfizer/Biontech.
Já foram distribuídas aos municípios 1.388.074 doses. Apenas os municípios de João Pessoa, Cabedelo e Campina Grande receberam as doses de Pfizer, pois requer armazenamento diferenciado.
O Estado tem atualmente, desde o início da pandemia até agora, 302.701 casos confirmados pela doença.
Já foram realizados, 856.418 testes para diagnóstico da Covid-19. O número de mortos por coronavírus chega a 7.055 mortes. Pelo menos 212.770 pessoas já se recuperaram da doença.
Astrazeneca suspensa em grávidas
A vacinação com a vacina da Astrazeneca está suspensa no país em mulheres grávidas e puérperas por conta de um evento adverso com uma grávida no Rio de Janeiro. A Anvisa apura o caso para saber se há alguma relação da aplicação da vacina com a gestante.
Quase 10 mil vacinas da Pfizer chegam na Paraíba
Um lote com 9.890 doses de vacinas da Pfizer/Biontech chegaram na Paraíba, por volta das 15h, dessa terça-feira (11), no Aeroporto Internacional Castro Pinto, na região Metropolitana de João Pessoa.
Apenas as cidades de João Pessoa, Cabedelo e Campina Grande devem receber quantitativos desse tipo de vacina, por estarem preparadas para armazenar o imunizante.
A vacina da Pfizer é aplicada em duas doses assim como Coronavac e Astrazeneca. Conforme a bula, o intervalo entre a primeira e a segunda é de 21 dias.
No entanto, o Ministério da Saúde recomenda a administração em um espaço de 12 semanas (3 meses). Os grupos de pessoas com comorbidades, gestantes e puérperas e pessoas com deficiência permanente devem ser imunizados.
O armazenamento deve ser entre -15ºC e -25ºC durante 14 dias e entre 2ºC e 8ºC por cinco dias. A eficácia é de 91,3% após a aplicação da segunda dose. Conforme informações, os testes de fase três foram realizados com aproximadamente 44 mil pessoas em 150 centros de pesquisa, no Brasil, e em países como Estados Unidos, Alemanha, Turquia, África do Sul e Argentina.
Butantan entrega 1 milhão de doses da Coronavac
O Butantan entregou nessa quarta-feira (12) mais 1 milhão de doses CoronaVac, vacina contra Covid-19 produzida pelo Instituto em parceria com o laboratório Sinovac, ao Ministério da Saúde.
Com o carregamento, o Instituto completa as 46 milhões de doses previstas no primeiro contrato firmado com o governo federal.
“Concluímos a primeira etapa do contrato com o Ministério da Saúde, que era exatamente 46 milhões de doses da vacina do Butantan. Nós vamos estar em breve entregando mais 1 milhão de doses, mas o que me preocupa é exatamente a falta de insumos para a produção de mais vacinas”, disse o governador João Doria (PSDB), em coletiva de imprensa na sede do Instituto nesta manhã.
As entregas começaram a ser feitas no dia 17 de janeiro. No cronograma inicial, seriam encerradas no final de abril. Entretanto, problemas na liberação de insumos na China provocaram atrasos na produção e, consequentemente, no envio ao governo federal.
Os últimos lotes enviados foram envasados com insumo recebido pelo Butantan no mês passado.
Na sexta (14), uma nova remessa deverá ser destinada ao Programa Nacional de Imunização (PNI), já referente ao segundo acordo firmado entre o Instituto e o governo federal, para fornecimento de 54 milhões de doses.
Após esse envio, porém, não há previsão de quando o Butantan conseguirá fazer novas entregas. Doria manteve o cronograma até setembro, mas admitiu que ele poderá ser revisto por conta da falta do IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo), matéria-prima da CoronaVac.
“Em relação ao contrato com o Ministério da Saúde, o Instituto Butantan mantém a sua previsão que é da entrega de 100 milhões de doses até 30 de setembro, mas isso poderá ser revisto pela falta de entrega de insumos”, disse.
18 milhões de doses
Durante a coletiva, o governador disse que o presidente do Butantan, Dimas Covas, participa de conferências com o embaixador do Brasil na China para tentar viabilizar a liberação dos 10 mil litros de insumo, que possibilitaria produzir aproximadamente 18 milhões de doses. A expectativa é a de ter uma sinalização de envio até esta quinta (13).
O governador voltou a atribuir os entraves na importação às constantes declarações contra a China feitas pelo presidente Jair Bolsonaro, e disse temer a interrupção total da produção.
O Instituto suspendeu o envase no início do mês, justamente por conta da falta de matéria-prima.
“Se não recebermos mais insumos para mais vacinas, nós infelizmente teremos que parar a produção por falta de insumos. Então é muito importante que a diplomacia brasileira, o ministro das relações exteriores, os embaixadores do Brasil na China, em Pequim, o embaixador da China em Brasília, possam atuar para que o governo chinês libere o embarque destes 10 mil litros de insumos da vacina do Butantan”, afirmou Doria.
Na segunda (10), Dimas Covas disse que o programa nacional poderá ser afetado a partir de junho, caso o Instituto não receba um novo lote.
A China é fornecedora de insumos para a produção tanto da CoronaVac, do Instituto Butantan, como da vacina de Oxford, produzida pela Fiocruz, a Astrazeneca.
Cronograma de produção
O Instituto é parceiro do laboratório chinês Sinovac, e responsável pela etapa final de produção do imunizante no país, que consiste no envase, rotulagem e testes de qualidade.
Segundo informado pelo Butantan na semana passada, foi solicitado à Sinovac o envio de 6 mil litros, que daria para produzir aproximadamente 10 milhões de doses.
Desse montante, 3 mil já deveriam ter sido entregues no final de abril, mas não foram liberados no prazo por conta de questões burocráticas do sistema de exportação chinês.
Veja abaixo as entregas de doses do Butantan ao ministério:
- Janeiro: 8,7 milhões
- Fevereiro: 4,583 milhões
- Março: 22,7 milhões
- 5 de abril : 1 milhão
- 7 de abril : 1 milhão
- 12 de abril : 1,5 milhão
- 14 de abril: 1 milhão
- 19 de abril: 700 mil
- 22 de abril: 180 mil
- 30 de abril: 420 mil
- 6 de maio: 1 milhão
- 10 de maio: 2 milhões
- 12 de maio: 1 milhão
- 14 de maio: previsão de entrega de 1,1 milhão