Pesquisa apresenta impactos da Covid-19 no mercado de trabalho

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Após meses de estabelecimentos fechados e distanciamento social, a cidade de Patos iniciou o processo de retomada das atividades. Para nortear a população sobre o estado em que se encontra a saúde o e o trabalho, desde o mês de maio o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, vem realizando a pesquisa PNAD COVID por telefone, que difere da pesquisa PNAD Contínua, que também apresenta dados sobre trabalho.

“Ela é a pesquisa que atualiza os dados do Censo Demográfico. O Censo Demográfico é essa mega operação que diz para o Brasil e para o mundo, quantos somos, como somos e onde vivemos e como vivemos. A PNAD Contínua atualiza essas informações, ela inicia um questionário com as características do domicílio, já a Pnad Covid, criou-se essa pesquisa para traçar o perfil daquelas pessoas que apresentam, primeiramente, apresentam algum tipo de sintoma gripal. Inicia-se o questionário perguntando se a pessoa na última semana teve algum sintoma de frebre, coriza, tosse e logo após inicia-se um questionário sobre trabalho e renda, porque uma das grandes funções da Pnad Covid, inicialmente, é traçar o perfil da população que tenha algum sintoma gripal. E vai ser de uma validade muito grande para o Ministério da Saúde porque ao juntar as informações que as universidades estão levantando sobre a biologia do vírus, vai ser juntada também essa informação que o IBGE tá levantando sobre as características das pessoas atingidas por alguma síndrome gripal. Quais as ações que essas pessoas fazem, onde buscam auxílio, onde são atendidas, como são atendidas. Um perfil sociodemográfico das pessoas atingidas por algum sintoma gripal. Terminado o questionário sobre esses sintomas virais a gente inicia o questionário sobre trabalho e rendimento porque também uma das grandes características da Pnad Covid é levantar informações sobre o impacto que a economia dessas famílias sofreram com essa pandemia, diz Jerônimo Carvalho, coordenador do Censo da agência do IBGE em Patos.

Somente no mês de junho 2,4 milhões de pessoas chegaram a sentir sintomas conjugados, ou seja, mais de um sintoma gripal de uma vez, o que equivale a 1,1% por cento da população brasileira. Na Paraíba, a porcentagem foi maior: 1,3% da população apresentou sintomas. As queixas mais frequentes foi a dor de cabeça. Além da saúde, a pesquisa também investiga os aspectos econômicos de cada domicílio.

“Qual o real impacto que o trabalho e rendimento, qual o real impacto que o trabalhador brasileiro sentiu diante das medidas de isolamento social oriundas do Covid”, também confirmou o chefe.

O IBGE categoriza a chamada força de trabalho em duas opções: as pessoas ocupadas são aquelas que trabalharam na semana anterior à pesquisa por pelo menos uma hora sendo remuneradas em dinheiro ou benefícios ou não remuneradas, desde que em ajuda a parentes que residam na mesma casa. A população desocupada é aquela que pode trabalhar e que procurou emprego recentemente, o restante da população fica de fora dessa força de trabalho.

No início de julho, 76,1% da população brasileira continuou trabalhando, enquanto que 7,5% ficou em casa devido ao distanciamento social. 3,3% afastada por outros motivos. 13,1% da população ficou desocupada nesse período.

Já os empresários, em maioria, 62,4% reportaram que a pandemia teve um efeito negativo nas empresas, 14,8% delas reduziram os funcionários, quase todas reduziram mais da metade do pessoal.

João maria, proprietário de três lojas de produtos para o lar, conseguiu manter os funcionários da sede da empresa em Patos, porém na filial em Campina Grande houveram demissões.

“Teve uma loja lá Campina que eu abri ela dia 02 de março e quando foi dia 19 a gente teve que fechar, aí não, aí a, essa loja eu tive que demitir todo mundo, porque só tinha 15 dias de funcionário, foi o jeito demitir todo mundo. Agora a gente já tá começando a voltar, Campina Grande já abriu todo o comércio, a gente já começou voltar, começou a chamar os funcionários, já estamos de novo, dando andamento, abertura total da loja, disse o comerciante.

Sobre o restante do 2020, João Maria tem uma certeza:

“Se o comércio abrir, vai vender. Quem tiver aberto tá vendendo muito bem. Na verdade, vai faltar mercadoria, até o final do ano, as empresas não vão ter mercadoria pra entregar não, então vai ter esse problemazinho também”, preveu.

Para essa funcionária da loja, a pandemia causou medo de perder o emprego, mas ficou aliviada quando soube que poderia continuar trabalhando.

“Fiquei com muito medo, muito medo de sair do emprego e não ter mais condições de pagar as contas. Meu primeiro medo foi esse”, disse Yasmin Ferreira, que é caixa do estabelecimento.

Apesar do susto ela conta que tudo está indo bem, principalmente o atendimento aos clientes.

“Eles tão bem normais, pra falar a verdade. Às vezes ficam um pouco com medo da aproximação, mas tão levando em uma boa, disse a funcionária.

Com a retomada dos serviços, a expectativa é que aos poucos a economia volte a sua normalidade e os efeitos da crise sejam reduzidos.

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