Policiais envolvidos no caso Gefferson são presos

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Policiais envolvidos no caso são presos
(Foto: G1)

Os policiais envolvidos na operação que resultou na morte do empresário paraibano Gefferson de Moura foram presos em Aracaju – SE, na tarde desta terça-feira (23).

A Polícia Civil de Sergipe realizou a prisão, atendendo ao decreto do Ministério Público e o Poder Judiciário da Paraíba. Foram presos o delegado, um agente de investigação da Polícia Civil e um policial militar.

A morte do comerciante Gefferson de Moura ocorreu na noite da última quarta-feira (17). Segundo os primeiros relatos dos policiais sergipanos, a equipe estava em território paraibano para cumprir mandados de prisão expedidos contra um grupo que atua no roubo de cargas em Sergipe e que estava escondido na Paraíba. 

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No entanto, segundo a versão dos policiais sergipanos, durante as diligências, eles se depararam com um veículo em atitude suspeita e com o condutor armado com uma pistola. Houve uma reação e os policiais atingiram o motorista, que ainda foi socorrido com vida mas morreu em seguida.

No entanto, as informações não foram confirmadas pelas investigações. O caso passou a ser investigado pela Delegacia de Homicídios da cidade de Patos (PB). Os trabalhos estão sob a coordenação dos delegados Sylvio Rabello e Glauber Fontes.

De acordo com o delegado Sylvio Rabelo, segundo as investigações, houve fraude processual e execução da vítima.

“Os policiais apresentaram uma arma de fogo, afirmando que ela pertencia à vítima, mas rastreamos a origem e descobrimos que ela pertence a um policial militar de Sergipe e que não havia nenhuma queixa de roubo ou furto”, explicou o delegado.

Familiares da vítima já haviam procurado a mídia, durante os últimos dias, para informar que Gefferson não possuía armas.

Além disso, segundo o delegado, o exame realizado no corpo do rapaz mostrou que ele sofreu sete disparos de arma de fogo. E foi socorrida já sem vida ao hospital, outro fato que não batia com o depoimento dos policiais.

“Em virtude de as investigações mostrarem condutas muito graves praticadas pelos servidores públicos e da presença de fortes indícios das autorias e materialidade dos crimes praticados, a Polícia Civil da Paraíba representou pela prisão temporária dos envolvidos, para garantir a tranquilidade necessária para a conclusão das investigações”, acrescentou Rabelo.

Os três agentes, incluindo o delegado Osvaldo Neto, ficarão custodiados na sede da Polícia Civil em Aracaju. Uma equipe de policiais civis da Paraíba irá até o local para realizar interrogatórios e demais diligências necessárias. 

“As investigações ainda não foram concluídas. Os trabalhos estão em continuidade. A Polícia Civil da Paraíba está trabalhando de maneira técnica e imparcial”, destacou o delegado.

Relatos podem indicar que Gefferson pediu para não ser morto

Também nesta terça-feira (23), o deputado federal Julian Lemos (PSL) em uma entrevista ao programa Diário de Notícias, baseado no relato de testemunhas, relatou que Gefferson chegou a pedir aos policiais para não ser morto.

Ele considerou o caso como ‘execução’ e afirmou que a Polícia tentou ‘institucionalizar um crime’. Também classificou a ação dos agentes de Sergipe como “desastrosa” e “criminosa”. 

“Em outras palavras, executaram ele. Você não pode achar que uma coisa dessa é no mínimo razoável”, disse o deputado.

Julian lembrou que os policiais de Sergipe fizeram uma barreira policial e utilizaram um carro descaracterizado, próximo ao município de Santa Luzia, numa área de assaltos. A vítima teria se assustado ao ser parado pelos policiais. Ele teria sido executado ao tentar fugir.

O parlamentar prometeu acompanhar o caso até a elucidação do episódio.

“Fuzilaram uma pessoa. Eu creio num desfecho disso, pela verdade e pela Justiça. A Polícia Civil da Paraíba será isenta. Não haverá corporativismo nisso”, disse.

CONFIRA A ENTREVISTA AQUI

Laryssa Cristiny | TV Contexto

com informações do Click PB

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