Sem São João de Patos, setores sentem impactos econômicos e culturais

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O Terreiro vazio mostra a dimensão do impacto da pandemia, que cancelou um dos maiores e mais tradicionais festejos do país. Foto: Lucas Guedes | TV Contexto

24 de junho de 2021: o Terreiro do Forró vazio, em Patos, no sertão do da Paraíba, mostra a dimensão dos impactos da pandemia. O São João de Patos, um dos maiores festejos juninos do Brasil, foi suspenso pelo terceiro ano consecutivo. Dois anos devido à pandemia, e o terceiro sem a grandiosidade do evento.

Em 2019, diante de uma amarga crise política, o festejo foi reduzido, se resumindo a pequenas atrações locais, que buscavam dar continuidade à tradição. Um ano depois, o aguardado evento foi suspenso devido à pandemia. Apresentações virtuais substituíram o festejo, em um projeto que buscou levar um pouco da cultura até a segurança dos lares.

Em 2021, o cenário não foi diferente. Sem o avanço da vacinação e o aumento do número de casos na região, o evento teve que esperar mais um ano. A edição seria realizado de forma virtual, pelo segundo ano.

“Diante dos números e avanço dos casos [de Covid-19] em Patos, nós decidimos muito importante. A decisão do Cancelamento do São João Virtual, pois entendemos que esse não é momento de festejar, não é o momento de comemorar. Esse entendimento nós tivemos justamente pelo número de casos que se alastram na cidade de Patos e toda a sua região”, afirmou o presidente da Fundap, Marcelo Lima.

Marcas na cultura e economia

Nestes três anos, ficaram as marcas na economia e na cultura local. Toda uma cadeia de produção foi afetada pela falta do tradicional festejo junino.

Trabalhadores do setor cultural, que atuavam na produção de festas, fantasias e shows, sentiram o impacto direto. Assim como os 38 grupos de quadrilhas juninas da cidade, que mantinham uma tradição sertaneja ativa, como afirma o presidente da Associação de Quadrilhas Juninas de Patos, Judas Tadeu Mota de Oliveira. De acordo com ele, toda a cadeia do evento, que envolve coreógrafos, dançarinos, costureiras, lojistas, artistas, entre outros, foi prejudicada.

As ruas e lojas ficaram com a movimentação abaixo do normal para o período. A economista Roberta Trindade afirma que a motivação traz para a cidade a garantia, mesmo que momentânea, da geração de renda, impulsionando o comércio com acréscimo de até 30%. Embora justificável, Roberta afirma que não ter um evento é um prejuízo econômico para os pequenos comerciantes.

Sem festejos juninos, comércio perde fôlego e ruas ficam vazias. |Foto: Júnior Macena – TV Contexto

Planejamento de Edição Histórica

A expectativa é de que, com o fim da pandemia e um novo ano, aconteça o retorno do evento, conhecido pela sua qualidade e receptividade que só o sertanejo tem.

De acordo com a Prefeitura de Patos, a expectativa é que com o andamento positivo da vacinação, uma edição histórica , que já está sendo planeja, aconteça.

“É o terceiro ano que nós não temos o São João em Patos. Todos nós sentimos isso, principalmente quem gosta da festa em si, a população que ganha economicamente com o evento. Então é se preparar para no próximo ano a gente fazer um grande São João de Patos, para que a gente possa retomar a tradição e fazer uma grande festa para reaquecer a nossa economia”, afirmou o prefeito.

Veja a reportagem completa:

Ray Santana | TV Contexto

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