
Na Sessão Ordinária desta terça-feira (13), na Câmara Municipal de Patos, a vereadora Perla Gadelha (Republicanos) levou à tribuna uma discussão sobre a acusação de que estaria segurando projetos na Comissão de Legislação, Justiça e Redação por intolerância religiosa. Perla contestou a alegação, que teria sido feita por uma pessoa nos corredores da Casa, e afirmou ter se sentido constrangida.
“Nosso dever é analisar conforme o Regimento desta Casa”, enfatizou, ao explicar que todos os projetos são avaliados de forma técnica e com base jurídica.
A vereadora é a única mulher a fazer parte da Comissão de Legislação, Justiça e Redação, atuando como vice-presidente, o que levantou o questionamento, por parte da parlamentar e de outras vereadoras, se o motivo da acusação não seria uma questão de gênero, já que os demais membros, todos homens, não foram questionados. Davi Maia (Rede Sustentabilidade) ocupa o cargo de presidente, e Jonatas Kaiky (Republicanos), o de relator. Perla cobrou “respeito para ser respeitada” e encerrou sua fala reafirmando ser cristã e respeitar todos os projetos de outras religiões.
O presidente da comissão, Davi Maia (Rede Sustentabilidade), defendeu o trabalho do colegiado e explicou que as análises são baseadas em questões jurídicas. Ele ainda afirmou que há um esforço da equipe para que os projetos apresentados sejam ajustados, se necessário, a fim de que sejam aprovados sem qualquer problema de aspecto jurídico. “O trabalho da gente nessa comissão não tem nada a ver com vereador, com questão de que é porque é de matriz africana”, afirmou. “Os projetos são definidos de acordo com o que a lei diz”, completou o vereador.
Os demais parlamentares foram solidários ao discurso da vereadora Perla e falaram sobre uma tentativa de intimidação diante do questionamento.
Ray Santana | Contexto News

