
O silêncio de uma tarde de domingo foi irrompido por batidas leves na porta de meu quarto.
Pode entrar – falei ao ingresso de minha irmã, Célia, com uma saco plástico nas mãos.
Era um saco de pipoca. Aceitei e agradeci. Sendo avisado por ela de uma possível “colher de sal” aderida à guloseima.
Por um instante parei diante daquele saco de pipocas, e óbvio a inspiração logo se instalou.
Aquele saco de pipoca, continha alguns grãos de milho não “estourados” e me pus a questionar: por acaso não foram todos expostos ao mesmo calor ou temperatura da pipoqueira elétrica?
Um mistério a guerra da pipoca não estourada, me trouxe uma lição e reflexão, profundas.
Para estourar uma pipoca se carece do milho e de uma certa temperatura para eclodir uma guloseima e no caso de uma guerra qual temperatura pode explodir um conflito?
O advento bélico entre Israel e Irã pode fazer ferver os ânimos geopolíticos mundiais num caos ou conflito catastrófico.
Meu desejo é que dentro deste saco de negociações pela paz, nenhum grão da terceira guerra mundial, exploda, tal qual alguns poucos grãos que resistiram não estourando, para enfim continuarem sendo milhos e não, pipoca.
É bem verdade que na guerra a temperatura das nações todas se elevam, quer pelo fenômeno da globalização, quer pelo extrato social, político e econômico que um conflito dessa natureza pode trazer, fazendo respingar não óleo mas dor e sofrimento sem precedentes.
O ingrediente tecnológico, não da pipoqueira mas do poderio bélico e o uso de armas nucleares deixam-nos todos preocupados com a devastação do único milho que caindo ao chão vira trigo: a vida.
Carlos Ferreira da Silva | Contexto News
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