Comércio prevê aumento das vendas com o fim do ano

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Com a chegada do fim do ano, o mercado prevê que as compras do natal possam aquecer as vendas do comércio. Mas de acordo com a Fundação Getúlio Vargas, depois de cinco altas consecutivas em maio desse ano, o Índice de Confiança do Consumidor recuou um ponto em outubro.

Na prática, a pandemia fez com que o consumidor ficasse mais cauteloso na hora de gastar, e muitas vezes prefere poupar. De acordo com a economista e consultora em finanças pessoais, Roberta Trindade, a pandemia foi um momento para as pessoas refletirem e equilibrarem as suas economias. “O consumidor ficou mais cauteloso, mais cuidadoso, até porque o Brasil vivia um momento em que 65% das famílias estavam endividadas”, afirmou.

Se por um lado os consumidores pararam para pensar, os comerciantes também agiram com mais cautela. A economista explica que os comerciantes sentiram a importância de ter uma reserva e um capital de giro.

Mas, aos poucos, o consumidor tem voltado a comprar, mesmo ainda sentindo os impactos provocados pela pandemia da Covid-19, como o aumento dos preços e em vários momentos, a falta do produto. A professora Sheyla Pires disse que, apesar do preço de alguns artigos terem subido, não foi nada que tenha assustado a ela e a feito desistir da compra.

Apesar das circunstâncias, o otimismo é mantido. A alta comum ao período e o bom desempenho do mercado paraibano nos últimos anos fazem com que os comerciantes tenham a expectativa de um alívio em meio à crise, como afirma o presidente da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado da Paraíba (Fecomércio – PB), Marconi Medeiros.

“A Paraíba já vem, há vários anos, mostrando que nos números crescem mais, são maiores do que os números nacionais. Eu penso que, mais uma vez, esse ano, nós vamos ser surpreendidos”, afirmou o presidente.

E é com a esperança do crescimento que os comerciantes já começaram a preparar os estoques e a realizar novas contratações para período. Isso após o desemprego bater recorde em setembro deste ano, chegando ao patamar de 13,5 milhões de desempregados, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A reportagem da TV Contexto esteve em uma loja do comércio de Patos (PB) que passou por um processo de ampliação dos espaços e aumentou o quadro de funcionários antes do natal para tentar aproveitar a oportunidade. De acordo com a gerente, Nathália Pereira da Costa, as expectativas não são pequenas. “Nós passamos por momentos difíceis, alguns meses fechados, e agora a gente espera que esse fim de ano dê um retorno que no início do ano nós não tivemos”, afirmou.

Na loja foram contratados quatro novos funcionários e a previsão é que outras três vagas sejam abertas até o mês de dezembro, e que após o período, possam ser efetivadas. Uma delas é Deliany Morais, que, após bater em várias portas deixando currículo, hoje está em seu primeiro dia de trabalho. E assim como a empresa, a sua expectativa é que, ao final, possa ser contratada.

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a estimativa é que sejam movimentados R$ 37,5 bilhões em todo o país nesse fim de ano. Este número representa 2,2% a mais que o ano passado. E a estimativa é que, com essa alta, 40% dos trabalhadores contratados para esse período sejam efetivados.

O presidente da Fecomércio-PB explica que as contratações foram iniciadas em outubro e que geralmente se prolongam até novembro com o objetivo de preparar os novos funcionários para os postos de trabalho.

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Patos, Oton Ferreira da Silva, as vendas na cidade devem aumentar, mas dificilmente superar os anos anteriores. “A gente tem que fazer um retrospecto do início do ano, o que aconteceu com a pandemia, e que vai surgir de efeito positivo e negativo agora em dezembro, com o natal”, afirmou ao lembrar que nos primeiros meses da pandemia o Produto Interno Bruto não cresceu e que isso pode impactar nas vendas do fim do ano.

A projeção é que as bonificações do fim de ano, como o décimo terceiro e outros recursos, possam aumentar o poder de compra do consumidor. Mas em meio a essa janela de oportunidades, o comerciante vai ter mesmo é que driblar a crise com estratégias.

Ray Santana | TV Contexto

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