
A esquerda sai deste primeiro turno extremamente fragilizada - e isso independe do resultado de Flávio Bolsonaro.
Em 2027, serão 28 senadores do PL, de extrema direita, contra 9 senadores do PT, de extrema esquerda. Com as alianças partidárias, essa diferença pode se ampliar ainda mais. O número já é um recorde.
Isso torna o PL a maior bancada partidária do Senado ao início de uma legislatura desde a promulgação da Constituição de 1988. O recorde anterior era de 1999, do MDB (então PMDB), que iniciou a legislatura com 27 senadores na sua bancada.
Vale lembrar que vem aí a eleição para a Mesa Diretora do Congresso, e essa nova correlação de forças deve pesar. Entre as pautas que podem ganhar força estão o aprofundamento das investigações envolvendo ministros do STF e até mesmo eventuais pedidos de impeachment. As somas já mostram que no senado há 49 nove senadores eleitos que defendem o impeachment de ministros do judiciária. Faltam apenas 5 para a conquista desse feito.
Lula agora terá que tratar de temas espinhosos sobre os quais silenciou durante o primeiro turno da campanha e ir aos debates para recuperar espaço de fala. Um risco? Sim. Mas não há muito o que fazer.
O centro, que em outro momento esteve aliado a Lula, fez falta hoje no palanque petista.
A derrota no primeiro turno da eleição presidencial já era uma possibilidade real. O que o PT não esperava, porém, era uma derrota tão amarga no Congresso. Caso Lula seja eleito, encontrará um cenário ainda mais difícil para governar.
Ray Santana | Contexto News
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