
A investigação da Polícia Civil sobre a morte do recém-nascido Brayan Gabriel, de apenas três semanas de vida, ocorrida na manhã de quarta-feira (14), revela novos detalhes sobre o caso que ocorreu no bairro Dona Milindra,em Patos.
Segundo informações do delegado Emerson Barbosa dos Santos, reunidas a partir dos depoimentos prestados à Delegacia de Homicídios e Entorpecentes (DHE), os pais da criança, Marcos Gabriel e Mirelly Layla, de 19 anos cada, estavam separados e teriam iniciado uma discussão motivada por ciúmes e divergências sobre a guarda do filho antes das agressões que resultaram na morte do bebê.
De acordo com os novos elementos da investigação, o relacionamento entre os dois começou pela internet, por meio de um jogo eletrônico, e foi marcado por instabilidade.
Durante o período em que estiveram juntos, Mirelly chegou a morar por aproximadamente cinco meses com Marcos em Minas Gerais, antes de o casal se mudar para Patos, no Sertão da Paraíba.
Recentemente separados, Mirelly havia se mudado para o município de São Bento. Na tarde de terça-feira (13), a jovem retornou à residência alugada no bairro Dona Milindra para recolher seus pertences pessoais.
Entretanto, como não conseguiu transporte para deixar o local no mesmo dia, decidiu passar a noite no imóvel.
Na manhã seguinte, quarta-feira (14), enquanto organizava as malas, teve início um desentendimento entre os dois, motivado por ciúmes e divergências relacionadas à guarda do filho.
A discussão teria resultado nas agressões que provocaram a morte do recém-nascido.
Durante os depoimentos prestados na Delegacia de Homicídios e Entorpecentes de Patos, Marcos Gabriel e Mirelly Layla apresentaram versões diferentes sobre o ocorrido.
Os dois trocaram acusações a respeito de quem teria manuseado o objeto perfurocortante relacionado à morte da criança. Diante das contradições, a Polícia Civil trabalha para esclarecer a dinâmica do crime e identificar a responsabilidade de cada um dos envolvidos.
Ambos foram autuados e permanecem custodiados na carceragem, à disposição do Poder Judiciário.
A Polícia Civil e o Instituto de Polícia Científica (IPC) aguardam os resultados dos laudos periciais e dos exames de DNA na arma recolhida durante a investigação.
Os resultados deverão contribuir para esclarecer as circunstâncias da morte do bebê, confrontar as versões apresentadas pelos pais e auxiliar na conclusão do inquérito policial.
Ray Santana - Contexto News