O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) votou neste domingo (25), em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Acompanhado de aliados políticos e integrantes do governo, Lula conversou com jornalistas após a votação, agradeceu a mobilização de apoiadores durante a campanha, defendeu o respeito às diferenças políticas e fez críticas ao adversário, Flávio Bolsonaro (PL).
O presidente chegou ao local de votação acompanhado da primeira-dama Janja, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), dos ex-ministros Fernando Haddad (PT), Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), além do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Após votar, Lula destacou a participação de milhares de apoiadores em manifestações realizadas durante o segundo turno. Segundo o presidente, parte das mobilizações ocorreu espontaneamente, sem depender exclusivamente da estrutura dos partidos políticos.
“Tenho 50 anos de vida política e nunca vi isso”, declarou.
Antes de chegar à seção eleitoral, Lula conversou com apoiadores e jornalistas na saída de sua residência. Na ocasião, afirmou que nunca havia recebido tanto carinho durante uma campanha presidencial.
O presidente mencionou manifestações realizadas em estados como Bahia, Pernambuco, Maranhão, Pará e Minas Gerais, além de destacar o ato promovido na Avenida Paulista, em São Paulo, no sábado (24).
"Acho que a Avenida Paulista nunca recebeu a quantidade de gente participando de um ato público", disse.
Emocionado, Lula afirmou que a mobilização dos eleitores representou um momento especial em sua trajetória política.
"Eu vou votar agradecido ao povo brasileiro. O que o povo fez comigo nesses dias é uma coisa que não tenho como pagar. É muita generosidade, é muito carinho, é muito amor. Eu serei eternamente grato", declarou.
Durante a conversa com a imprensa, Lula classificou os participantes das manifestações como um “exército da democracia” e condenou episódios de violência política registrados durante a campanha.
Entre os casos mencionados, o presidente citou a agressão contra a vereadora Iara Pimentel (PT), de Montes Claros, em Minas Gerais. A parlamentar foi atingida por agressores durante uma carreata de apoio à candidatura de Lula, realizada na noite de sábado (24).
O presidente também defendeu a convivência pacífica entre pessoas com opiniões políticas diferentes.
“O vizinho não precisa torcer para o mesmo time, mas não precisa brigar”, afirmou.
Lula ressaltou a importância do respeito às escolhas políticas, às crenças religiosas e às preferências individuais. Ao abordar o tema, relembrou disputas eleitorais anteriores contra Geraldo Alckmin, Fernando Henrique Cardoso e José Serra.
Ao comentar a disputa presidencial, Lula fez críticas diretas ao senador Flávio Bolsonaro, seu adversário no segundo turno.
“Nunca imaginei disputar uma eleição com uma pessoa desqualificada moralmente, eticamente”, disse.
O presidente também chamou Flávio de “miliciano” e o acusou de não dizer a verdade durante a campanha.
Lula ainda mencionou uma relação atribuída ao adversário com o banqueiro Daniel Vorcaro e voltou a criticá-lo por sua atuação no caso do policial acusado de matar Ana Clara.
As declarações ocorreram durante a votação deste domingo (25), quando os brasileiros retornam às urnas para escolher o próximo presidente da República.
Ray Santana - Contexto News
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