A imprensa, em seu excesso de partidarização, ignorou um fato relevante: os Bolsonaros estiveram na Casa Branca e fizeram mais do que apenas tirar uma foto com o presidente dos Estados Unidos. O desdém em classificar o encontro como “apenas uma foto” preferiu ignorar o óbvio.
Como alguém que não ocupa cargo de chefe de Estado consegue acesso ao presidente da maior economia do mundo não apenas para um registro protocolar, mas também para entregar documentos? Enquanto isso, outros presidentes — inclusive o brasileiro — enfrentam dificuldades até mesmo para estabelecer um diálogo à distância. Isso, por si só, já diz muito.
A resposta veio dias depois, com a decisão dos Estados Unidos de classificarem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
Um encontro de poucos minutos acabou produzindo efeitos práticos mais concretos do que a ligação e a visita do presidente Lula ao presidente Donald Trump. Ray Santana | Contexto News *Os comentários emitidos pelos jornalistas, comentaristas e colunistas não necessariamente refletem a opinião da Contexto News, reforçam, entretanto, as liberdades de expressão e de comunicação.
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