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Política OPERAÇÃO PERFIDUS

Lucas Ribeiro exonera delegado e policial investigados por envolvimento com tráfico de drogas na Paraíba

Braz Morroni e Eduardo do Egito perderam cargos comissionados, mas continuam vinculados à Polícia Civil; agentes estão presos desde a operação.

29/10/2026 11h00
Por: Ray Santana
Bomba, Mão Branca e o delegado Braz Morroni
Bomba, Mão Branca e o delegado Braz Morroni

O governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), exonerou, nesta quinta-feira (29), o delegado Braz Morroni e o policial civil Eduardo do Egito dos cargos comissionados que ocupavam na Polícia Civil do estado. Os dois são investigados por suspeita de integrar uma organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas, que teria utilizado a estrutura da própria instituição para a prática de crimes.

As exonerações foram publicadas no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (29) e ocorrem após os agentes serem alvos da Operação Perfidus, que investiga a atuação do suposto esquema criminoso.

Além de Braz Morroni e Eduardo do Egito, o policial Everton, conhecido como “Bomba”, também foi alvo da operação. Os três estão presos na Penitenciária Especial do Valentina, em João Pessoa, desde o cumprimento dos mandados de prisão.

Exoneração não significa expulsão da Polícia Civil

Apesar da exoneração, Braz Morroni e Eduardo do Egito não foram expulsos dos quadros da Polícia Civil da Paraíba. A medida administrativa atinge exclusivamente os cargos comissionados exercidos pelos servidores.

Com a decisão, Braz Morroni deixa o cargo que ocupava na Delegacia Especializada de João Pessoa, enquanto Eduardo do Egito perde a função de chefia de investigação.

Já o policial Everton “Bomba” não ocupava cargo comissionado e, por isso, não foi incluído nas exonerações.

Um procedimento administrativo também está em andamento para apurar a conduta dos agentes e avaliar eventuais responsabilidades funcionais.

Investigação aponta desvio de drogas e lavagem de dinheiro

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), os policiais são acusados de envolvimento em um esquema de apropriação e desvio de carregamentos de drogas pertencentes a facções criminosas.

De acordo com as investigações, os entorpecentes teriam sido desviados e posteriormente comercializados com grupos criminosos rivais. O Ministério Público também aponta suspeitas de lavagem de dinheiro e atos de improbidade administrativa.

As acusações são objeto de apuração e não representam condenação definitiva dos investigados.

Ray Santana | Contexto News