A figura paterna orbita o imaginário popular com a data comemorativa a cada segundo domingo do mês de agosto.
Óbvio que essa crônica não se ocupará em discutir a origem da data ou sua condição comercial.
Prefiro, olhar para uma questão que por vezes passa desapercebida: a paternidade responsável.
Sinceramente, gerar filhos naturais ou por tecnologias assistidas geneticamente não é difícil, mas educar sim.
Ter o genitor presente, envolto em todas as fases e etapas da vida é um privilégio de poucos ou alguns escolhidos do tecido social.
Há uma massa de pessoas, crianças e neonatais que amargam o fato de não disporem dessa paternidade responsável, desse homem mantenedor do lar e da família.
Ao discutirmos paternidade responsável, nem de longe queremos pintar na tela da vida real, um ser perfeito, incorruptível, um herói intocável e sempre disponível, esses cabem nas películas e novelas.
Falar de paternidade responsável é entender que o homem é parte da gestação da mulher e não somente o provedor ou paitrocinador de uma nova vida.
A fuga desenfreada de muitos homens ao tomarem conhecimento de sua paternidade, fala por si só, embora haja o instituto jurídico da investigação de paternidade, a lhes chamar às penas da lei.
Muito mais do que um nome ou sobrenome no registro civil de nascimento, paternidade responsável é uma missão, um compromisso, uma vocação de poucos.
Nesse dia dedicado aos pais, reflitamos acerca da paternidade responsável, da singela do cuidado, do afeto construído, das relações respeitosas, do aconchego do abraço e do amor expresso em gestos mais do que em palavras.
Carlos Ferreira da Silva | Contexto News
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