O peso das palavras é algo inacreditável, independentemente de seu usufruto, a sua língua é uma arma carregada.
Como escritor amador, sem nenhum livro solo escrito, entendi que antes de traçar as linhas insondáveis a palavra, o verbo, tem antes de tudo, chão.
Sim, parece algo abstrato dizer que a palavra tem chão, mas acreditem, tem sim. Quando verdadeiramente a palavra encontra raiz semântica com sabor de vida.
O ditado popular nos diz: "As palavras podem curar ou ferir" e neste condão ter cautela no que diz é uma dádiva de poucos.
Na rotina do dia a dia, por vezes as pessoas vomitam palavras carregadas de ódio, inveja, rancor ou como dizem: recalque.
Diante de um tosquiador de palavras, jamais entregue a lã fina e límpida de sua convicção, por um bocado de confusão silábica, travestida de sincericídio.
A máquina mortífera, sim, o pedaço podre de língua que carregamos, me perdoem meus amigos cirurgiões dentistas, afeitos de cuidar da cavidade bucal, sabemos que a língua pode proferir bombardeios que jamais serão esquecidos.
Cuidar para usar a língua e a linguística de forma saudável é a lição mais refinada para a humanidade, para o bem da comunicabilidade e sociabilidade ou simplesmente para relações interpessoais e humanas críveis.
Queria agradecer a minha irmã, Célia Maria, que sem querer me deu o tema dessa crônica, pois sempre escuto em nossas conversas fraternas, a repetição do adágio popular sobre o poder da palavra e aquilo cala fundo em minha alma.
Sim, maninha, oxalá todos entendessem que a palavra acolhedora, respeitosa, amável é como um rio de água viva, manancial de calma, refrigério da alma.
Carlos Ferreira da Silva | Contexto News
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