O Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (3), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que estabelece novas medidas de combate ao crime organizado, amplia a integração entre as forças policiais e prevê regras mais rígidas para integrantes de facções criminosas. O texto recebeu 73 votos favoráveis no primeiro turno e 75 votos a favor, sem nenhum contrário, no segundo. Com a aprovação, a proposta segue para promulgação.
Por se tratar de uma alteração na Constituição Federal, a PEC precisava do apoio de pelo menos três quintos dos senadores, o equivalente a 49 votos, em cada turno de votação. A proposta superou o número mínimo exigido nas duas etapas.
Considerada uma das prioridades do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a medida busca fortalecer a atuação conjunta da União, dos estados e dos municípios no enfrentamento à criminalidade, especialmente às organizações criminosas e às facções.

Um dos principais pontos da proposta é o endurecimento das regras aplicáveis a integrantes de organizações criminosas, grupos paramilitares e milícias privadas.
O texto estabelece medidas como a obrigatoriedade de cumprimento de pena em estabelecimentos de segurança máxima ou de natureza especial, além de prever proibições ou restrições à progressão de regime, à concessão de liberdade provisória, com ou sem fiança, e à saída temporária.
A proposta também permite a expropriação de bens, direitos e valores econômicos envolvidos em atividades criminosas, ampliando os instrumentos de combate ao patrimônio dessas organizações.
As medidas fazem parte da estratégia de enfrentamento aos crimes violentos e ao fortalecimento de facções criminosas no país.
Outra mudança prevista na PEC é a possibilidade de criação de polícias municipais destinadas ao policiamento ostensivo e comunitário.
A proposta também incorpora à Constituição o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), com o objetivo de ampliar a integração das políticas de segurança e das ações de combate ao crime organizado.
Pelo texto aprovado, União, estados e Distrito Federal poderão legislar sobre segurança pública, incluindo a organização das polícias, das guardas municipais, do sistema socioeducativo e a formação de forças-tarefa entre diferentes esferas de governo.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também poderá ter sua atuação ampliada para o policiamento de hidrovias e ferrovias, além de prestar apoio a outras forças de segurança quando requisitada pelos governadores.
A Polícia Federal e a PRF permanecem sob competência privativa da União, assim como as normas relacionadas às atividades de inteligência.
A votação da PEC ocorreu após um impasse entre governo e oposição sobre propostas de redução da maioridade penal.
O Partido Liberal (PL) apresentou uma emenda para reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos em crimes de menor gravidade e para 14 anos em crimes hediondos.
Já o Partido dos Trabalhadores (PT) defendeu a redução para 16 anos exclusivamente em casos de crimes hediondos, mantendo a idade atual para os demais delitos.
Para evitar que a divergência impedisse a votação da PEC da Segurança Pública, o plenário do Senado aprovou dois requerimentos determinando que as propostas sobre maioridade penal tramitem separadamente.
Com isso, o tema não foi incluído no texto aprovado nesta terça-feira (3) e deverá ser discutido em outras propostas legislativas.
O governo federal já havia sinalizado apoio à discussão da redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos, mas defendia que o assunto fosse analisado em uma PEC específica.
A aprovação da PEC representa um avanço na agenda de segurança pública defendida pelo governo federal.
O presidente Lula havia solicitado prioridade à votação da proposta, considerada uma das principais iniciativas de sua gestão para reorganizar a política nacional de enfrentamento à criminalidade.
Com a aprovação, o governo pretende recriar o Ministério da Segurança Pública, estabelecendo uma estrutura permanente para coordenar as políticas nacionais do setor.
A intenção é garantir maior continuidade às ações de segurança pública e fortalecer a articulação entre os diferentes níveis de governo.
A votação também ocorreu em meio às articulações políticas para a próxima legislatura, que terá uma composição diferente no Senado a partir de 2027.
Com a conclusão dos dois turnos de votação, a PEC da Segurança Pública segue para promulgação, etapa necessária para que as alterações constitucionais entrem em vigor.
Ray Santana - Contexto News
CMP Maikon Minervino afirma ter base consolidada e intensifica articulações para presidência da Câmara de Patos
Congresso PL deve apoiar reeleição de Hugo Motta na Câmara, mas quer Rogério Marinho na presidência do Senado
Brasília Alcolumbre marca votação da PEC da Segurança Pública para terça-feira
OPERAÇÃO PERFIDUS Lucas Ribeiro exonera delegado e policial investigados por envolvimento com tráfico de drogas na Paraíba
Política Presidente do TSE diz que eleições ocorreram dentro da normalidade
Pesquisa Contexto News abre enquete para saber quem foi o vereador mais atuante de Patos no biênio 2025–2026 Mín. 23° Máx. 37°
Mín. 23° Máx. 37°
Tempo limpoMín. 22° Máx. 39°
Tempo limpo